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Estudo de caso · Toposcan

Escaneamos um edifício de 5.664,63 m² em Curitiba — dois subsolos, térreo, oito pavimentos-tipo e ático — e entregamos o as-built em Revit 2026 com 5.201 elementos. Dentro deles, 1.858 elementos de elétrica. Em retrofit, é isso que decide se o projeto de instalações começa ou fica esperando.

Axonometria explodida do modelo BIM separando os 12 níveis do edifício
Explodido por pavimento: cada laje levantada e modelada separadamente, dos dois subsolos à cobertura.
Os números deste levantamento — cada um com a origem declarada.
ValorO que éOrigem
5.664,63 m²Área construídaDados cadastrais da edificação
2 subsolos + térreo + 8 pavimentos-tipo + áticoNíveis do edifícioLevantamento em campo
5.201Elementos no modelo entregueContagem lida diretamente no modelo Revit 2026 entregue
1.858Elementos de elétricaContagem lida diretamente no modelo — tomadas, eletrodutos, caixas e quadros
59,9 × 32,8 × 39,9 mEnvolvente do modeloMedida por nós no arquivo entregue
~6,9 mProfundidade dos subsolosMedido no modelo entregue, abaixo da cota de implantação
2 (demais replicados na modelagem)Pavimentos-tipo escaneadosDecisão de escopo acordada com o cliente antes do campo

O que trava um retrofit

Quem projeta retrofit de edifício existente conhece as duas perguntas que param a obra. A primeira: a planta que está na pasta bate com o que foi construído? A segunda: por onde passa a instalação hoje?

Em edifício existente, a resposta honesta costuma ser “ninguém sabe”. Costuma ter havido reforma de unidade, shaft alterado, quadro remanejado. O acervo documental registra a intenção do projeto original, não o edifício de hoje. O projetista então trabalha com margem: superdimensiona, prevê demolição exploratória, reserva contingência. Tudo isso é custo que aparece na obra, não no projeto.

O levantamento foi contratado para subsidiar o projeto de retrofit. Edifício de uso misto em Curitiba, 5.664,63 m² construídos, dois subsolos, térreo, oito pavimentos-tipo e ático.

Modelo BIM as-built de um edifício de uso misto de 12 níveis, vista aérea
Modelo as-built do edifício. Geometria = modelo entregue; materiais aplicados por nós para ilustração.

O que foi entregue

A entrega é um modelo BIM as-built em Revit 2026, com 5.201 elementos. Paredes, cobertura, aberturas, pontos de elétrica e hidráulica, e a topografia do lote — o edifício e o terreno no mesmo arquivo, na mesma amarração.

O número que importa para quem contrata retrofit está dentro desse total: 1.858 elementos são de elétrica — tomadas, eletrodutos, caixas e quadros, posicionados. Contamos isso lendo o modelo entregue, não estimando.

A envolvente do modelo é 59,9 × 32,8 × 39,9 metros: é a caixa dentro da qual toda a geometria entregue está amarrada a coordenada real. A geometria desce cerca de 6,9 metros abaixo da cota de implantação. Esses 6,9 metros são os dois subsolos — a parte do edifício que costuma sair pior documentada e onde costumam ficar prumadas, reservatório e entrada de energia.

O modelo não é ilustração. É base de trabalho: abre no Revit, aceita as disciplinas por cima, exporta corte e planta de qualquer nível.

Planta renderizada de um pavimento tipo do modelo BIM as-built
Planta de pavimento tipo extraída do modelo. Cada parede tem medição por trás.

O método, etapa por etapa

  1. Apoio topográfico georreferenciado. Antes de qualquer scanner, implantamos a base topográfica no lote. É ela que dá coordenada real ao conjunto — sem isso, a nuvem existe num sistema próprio e não conversa com projeto urbano, alinhamento predial ou implantação.
  1. Escaneamento a laser Leica no interior. Varredura estação por estação, nos níveis definidos em escopo. O espaçamento entre posições é definido pelo que precisa aparecer em duas varreduras ao mesmo tempo — é essa sobreposição que fecha o registro entre elas. Em edifício em uso, o cronograma de varredura é montado sobre a lista de acesso, fechada antes do campo.
  1. Aerolevantamento georreferenciado. O voo cobre o exterior e entra na mesma amarração das varreduras internas.
  1. Unificação da nuvem. Interior, exterior e topografia entram num único conjunto georreferenciado. Um sistema de coordenadas para tudo.
  1. Modelagem em Revit 2026. Sobre a nuvem registrada, modelamos arquitetura, aberturas, cobertura, instalações e o terreno.
Planta renderizada do pavimento térreo do modelo BIM as-built
Térreo: circulação, núcleo de escada e elevador, sanitários — como construído.

A decisão de escopo que barateou o levantamento

Oito pavimentos-tipo com a mesma planta não exigem oito varreduras completas. Combinamos com o cliente, antes do campo: escaneamos dois pavimentos-tipo e geramos os demais por replicação na modelagem.

A lógica é direta. Onde a geometria se repete, medir de novo não acrescenta informação — acrescenta dia de campo e hora de processamento. Onde a geometria é única — subsolos, térreo e ático —, o levantamento foi feito em campo. Medimos onde a geometria muda; replicamos onde ela repete.

Essa decisão reduziu o custo do levantamento sem reduzir o que o projeto precisa. É o tipo de escolha que se faz na reunião de escopo, com o critério escrito e acordado antes do campo: quais pavimentos são medidos e quais são replicados a partir de um tipo medido.

Se o escopo pedisse os oito escaneados, orçaríamos os oito.

Planta renderizada do subsolo do modelo BIM as-built
Subsolo. Nível que costuma faltar em qualquer projeto de arquivo.

O que muda para quem contrata

O projetista de instalações deixa de adivinhar. Com 1.858 elementos de elétrica posicionados no modelo, ele decide aproveitamento, reforço ou substituição a partir do que está posicionado e aparente na geometria levantada, em vez de estimar em planta antiga. Quadros, caixas e trechos aparentes estão onde a medição os encontrou.

O arquiteto trabalha sobre planta que bate. Corte, elevação e planta de qualquer nível saem do mesmo arquivo — coerentes entre si, porque vêm da mesma nuvem.

O orçamentista extrai quantitativo de geometria levantada, em vez de estimar em cima de documentação antiga.

O incorporador entra na demolição sabendo o que vai encontrar: níveis, vãos e quadros conferidos contra geometria levantada, não contra planta antiga. Surpresa em obra de edifício em uso não é só custo — é morador incomodado, cronograma esticado e decisão tomada às pressas no canteiro.

Nenhuma dessas decisões é nossa. Entregamos a base métrica em que elas são tomadas.

Modelo BIM isolando apenas os elementos estruturais: pilares e vigas
Só a estrutura: pilares e vigas isolados do restante do modelo.

Rastreabilidade: de onde vem cada número

Todo número deste case tem origem declarada. A área construída vem dos dados cadastrais da edificação. A contagem de 5.201 elementos e os 1.858 de elétrica foram lidos por nós no modelo entregue — abrimos o arquivo e contamos. A envolvente de 59,9 × 32,8 × 39,9 m e os ~6,9 m abaixo da cota de implantação foram medidos no mesmo modelo.

A rastreabilidade também está no arquivo. A nuvem registrada e georreferenciada é a referência da entrega, entregue junto ao modelo: cada elemento levantado em campo pode ser confrontado com a medição que o originou, e os pavimentos gerados por replicação derivam do pavimento-tipo medido que lhes deu origem. O critério ficou definido antes do campo e registrado no escopo: quais pavimentos seriam medidos e quais seriam replicados. Se em obra alguém questionar uma cota de pavimento levantado, a resposta não é discussão — é voltar à nuvem e olhar.

O que garantimos é isto: geometria medida, amarrada a coordenada real, com origem declarada para cada elemento levantado, e critério de escopo acordado por escrito antes do campo. O que o modelo não é: laudo. Ele não atesta conformidade estrutural, de acessibilidade ou de incêndio. Ele dá a base métrica para que quem responde por cada disciplina possa fazer esse juízo.

Desenho de linha técnica gerado a partir do modelo BIM as-built
Linha técnica gerada do próprio modelo — mesma geometria, leitura de prancha.

Perguntas frequentes

Quanto custa um levantamento desses?

Não temos tabela e não vamos inventar um valor aqui. O preço de scan-to-BIM depende de três coisas: quantos pavimentos precisam ser efetivamente escaneados (não a área total — a área única), o nível de detalhe do modelo, e se entra apoio topográfico e aerolevantamento para georreferenciar. Neste edifício, a decisão de escanear dois pavimentos-tipo e replicar os demais mexeu diretamente no valor, para baixo. Mande a área construída, o número de níveis e o que você precisa ver no modelo. Devolvemos escopo e proposta com preço e prazo definidos para as condições acordadas, e com o que está dentro e o que está fora escrito.

Vocês precisam esvaziar o prédio para escanear?

Não. Escaneamos com o edifício em uso. O scanner permanece pouco tempo em cada posição e segue. O que se combina antes é o acesso: quais unidades abrem, em que horário e quem acompanha. A lista de acesso é fechada antes do campo e o cronograma de varredura é montado em cima dela — é isso que faz o levantamento sair completo em prédio em uso.

O modelo vem com os pontos de elétrica ou é só arquitetura?

Vem com a elétrica modelada. Neste caso, 1.858 dos 5.201 elementos do modelo são de elétrica — tomadas, eletrodutos, caixas e quadros. Hidráulica também está modelada. É a base geométrica sobre a qual o projetista de instalações decide aproveitamento, reforço ou substituição, com o que está aparente posicionado no modelo em vez de estimado em planta antiga.

Replicar pavimentos não compromete a confiabilidade do modelo?

Não, quando a replicação é decidida em cima de pavimentos-tipo com a mesma planta e o critério fica registrado. Escaneamos dois tipos e replicamos os demais, com o cliente ciente. O critério ficou definido antes do campo e registrado no escopo: quais pavimentos seriam medidos e quais seriam replicados a partir de um tipo medido. Onde a geometria é única — subsolos, térreo e ático — não houve replicação. A escolha é sua: quer todos os pavimentos escaneados, orçamos assim.

O modelo serve para aprovação em prefeitura ou como laudo?

O modelo é levantamento as-built: registra a geometria e os elementos existentes com rastreabilidade da medição. Aprovação é processo do responsável técnico pelo projeto, com as peças e a responsabilidade dele — o as-built é insumo, não substitui a peça de aprovação. E o modelo não é laudo estrutural, de acessibilidade ou de incêndio: não atesta conformidade de nada. Quem faz esse juízo é o profissional responsável por cada disciplina, com ART ou RRT. O que entregamos é a base métrica sobre a qual ele trabalha.

Em quanto tempo vocês entregam?

Depende do calendário de acesso ao prédio e do escopo de modelagem. O prazo vai definido na proposta, para as condições de acesso acordadas. O que não varia é a sequência: campo, registro e georreferenciamento da nuvem, modelagem, revisão com o cliente. Não começamos a modelar antes de a nuvem estar registrada e amarrada — modelar em cima de nuvem solta é retrabalho garantido.

Fale com a Toposcan

Vai fazer retrofit de um prédio em uso? Antes de gastar hora de projetista tentando adivinhar onde passa a instalação, nos mande a área construída, o número de pavimentos e o que já existe de documentação. Devolvemos o escopo de levantamento com o que vamos escanear, o que vamos replicar e o que entra no modelo Revit. Toposcan — Curitiba/PR. Medimos e organizamos; as disciplinas decidem.

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