Saúde · Topografia + Escaneamento 3D + Scan to BIM + Tour 360
A obra ia escavar onde passava o oxigênio do hospital
Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG) — Ponta Grossa/PR. O hospital precisava ampliar um dos blocos do campus. Antes de projetar a fundação, uma pergunta tinha que ser respondida com precisão de centímetros: o que já existe enterrado, pendurado e construído no caminho da obra?
Num hospital em funcionamento, essa pergunta não é burocracia. Pelo terreno passam a rede de oxigênio, o abastecimento de energia da subestação, redes de esgoto e água pluvial, tanque de óleo diesel dos geradores, GLP e ar comprimido. Romper qualquer um deles não para uma obra — para um hospital.
O que foi feito
Um levantamento integrado, com cada tecnologia cobrindo o que ela faz melhor:
- Topografia de precisão — pontos de controle com GNSS RTK (Emlid Reach RS3 via NTRIP) e estação total Geomax Zoom 10, com altimetria no sistema oficial hgeoHNOR2020 do IBGE. Cotas de topo e de fundo das redes de esgoto e água pluvial, medidas tampa a tampa;
- Aerolevantamento com drone — DJI Mavic 3E, 19 pontos de controle no solo, gerando ortomosaico, modelo digital de superfície e de terreno de todo o campus;
- Escaneamento a laser 3D — Leica RTC360, com 42 alvos de controle medidos por estação total, capturando fachadas, estruturas e as áreas técnicas por dentro — inclusive a sala de tomografia, escaneada sem interromper o setor;
- Tour virtual 360 — Matterport Pro 3 nas áreas de facilities: subestação, reservatórios e casas de máquinas. A equipe de projeto mede distâncias dentro do próprio tour, sem voltar a campo e sem circular por áreas restritas do hospital.
O produto: Levantamento Planialtimétrico Cadastral sobre o ortomosaico
O resultado que vai para a mesa de projeto é este — a prancha A0 do LPC, escala 1:500, com os 61.771,8 m² do campus vetorizados sobre a ortofoto de drone: curvas de nível, redes, tampas, árvores, heliponto, tudo em UTM SIRGAS2000, assinado por responsável técnico com CFT. É o que permite cruzar a fundação nova com o que já existe e decidir o traçado antes da escavadeira:
E no detalhe, cada elemento carrega cota de topo (CT) e cota de fundo (CF):
Os números que sustentam o projeto
- 0,003 merro global no registro das nuvens do laser scanner
- < 1,3 cmerro médio do aerolevantamento em X, Y e Z
- 4,17 cmde resolução no terreno (GSD) no ortomosaico
- 19 + 42pontos de controle GNSS e alvos de estação total
Todos os produtos — nuvem de pontos, ortomosaico, cadastro planialtimétrico e modelo BIM — compartilham o mesmo sistema de referência. É isso que permite sobrepor o projeto de ampliação ao que existe e ver as interferências antes da escavadeira.
Por que hospital é diferente de qualquer outra obra?
Porque o levantamento não pode parar a operação, e o erro não pode existir. As varreduras internas foram feitas em janelas combinadas com cada setor, e o cadastro de infraestrutura priorizou exatamente os sistemas que uma obra não pode tocar sem planejamento: oxigênio, energia, gases e redes enterradas. O resultado virou a base do processo Scan to BIM que seguiu para a equipe de projeto da ampliação.
O que o hospital recebeu
- Ortomosaico georreferenciado e modelos digitais de superfície e terreno;
- Nuvem de pontos unificada (laser + fotogrametria) no sistema oficial;
- Cadastro planialtimétrico completo da infraestrutura, com cotas de topo e fundo;
- Modelo BIM da área de ampliação, entregue na sequência do levantamento;
- Tour virtual navegável das áreas técnicas, com medição integrada.
Cases relacionados
- Modelagem BIM de 11 igrejas em Ponta Grossa — patrimônio histórico modelado em série, na mesma cidade;
- Escaneamento 3D de pipe rack em terminal em operação — outro levantamento sem parar a operação do cliente;
- Ver todos os projetos no portfólio.
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